quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Ouça e acompanhe a IV Jornada de Agroecologia da Bahia


Acompanhe ao vivo, pela internet, a transmissão da IV Jornada de Agroecologia da Bahia, através do link: 



Abre a roda Sinhá: inicia a IV Jornada de Agroecologia da Bahia


A IV Jornada de Agroecologia da Bahia já está viva e em movimento. Elos de várias regiões da Bahia e de outros estados chegam a cada momento no Assentamento Terra Vista, em Arataca (BA).

A Jornada inicia hoje, 29 de outubro, e segue até o dia 1º de novembro. Com o tema “Terra, Território e Poder”, a programação e todos os seus espaços de diálogos, trocas, místicas e aprendizados coletivos se formam a partir da construção coletiva e auto-organização.

Nesse primeiro dia, será realizada a Mística e Mesa de Abertura, com Apresentação da Teia de Agroecologia dos Povos e Saudação dos Elos da Teia. À noite, das 19h30 às 22h, é o momento de Encontro dos Núcleos de Base e da capoeira, poesia, samba de roda e demais atividades culturais.

 


A partir de sexta-feira até o domingo, a Jornada segue com Mesas Redondas, Mostar de Filmes, Rodas de Diálogo, Oficinas, Ciranda Infantil, Espaço de Gênero, Cortejo de Celebração e Encerramento com os encaminhamentos para a atuação da Teia ao longo do próximo ano.

Trocas de Sementes Crioulas
A Teia de Agroecologia dos Povos está construindo sua rede de sementes crioulas para consolidar o processo de soberania alimentar nos diversos territórios que constituem a Teia. Diante disso, durante toda a Jornada a Troca de Sementes Crioulas acontecerá de forma permanente, no espaço da Feira de Economia Solidária. Traga suas Sementes e multiplique essa ideia!!!


Programação - 29 de Outubro (quinta)

  • 14h30 – 16h: Recepção e Credenciamento
  • 16h – 17h30: Mesa de Abertura e Apresentação da Teia de Agroecologia dos Povos + Saudação dos Elos
  • 17h – 18h30: Jantar
  • 19h30 – 22h: Encontro dos Núcleos de Base
  • 22h – 00h: Cultural



Cine Jornada - Mostra de filems na IV Jornada

Este ano a IV Jornada segue com o tema, Terra Território e Poder, organizamos uma singela mostra de filmes para se ajuntar a programaão do evento. O Cine Jornada vamos ter filmes para todas as idades, e com o objetivo de ajudar a entender sobre o tema. Acreditamos que o cinema também é um espaço de poder, sendo possível,  através desta ferramenta dialogar sobre a construção de hegemonia em nossa sociedade, a partir de uma perspectiva do audiovisual. 

Em seu primeiro ano o Cine Jornada, está sendo realizado pela Teia dos Povos  e da produtora cultural Orum Tupi, e será composto por duas sessões diárias, ambas são para todas as idades, mas a sessão Ciranda é especialmente para as crianças. Na outra sessão, os filmes apresentaram histórias que tragam consigo relações ligadas a terra, resistências e saberes tradicionais.

Segue programação completa do Cine Jornada


29-10-2015
Cineclube Ciranda 18:30

Lápis de Cor - Larissa Santos / Documentário / 13:37 min. / Bahia. Sinopse: O documentário Lápis de cor (2014), da diretora Larissa Fulana de Tal, integrante do movimento de cinema negro Tela Preta, aborda a representação racial no universo infantil e a maneira como o padrão de beleza eurocêntrico afeta a auto-imagem e auto-estima de crianças negras, revelando a ação silenciosa do racismo na infância

Comida que Alimenta / Documentário/ 04:54 min. / Pernambuco. Sinopse: O vídeo Comida que Alimenta é uma realização do Centro Sabiá, vinculado ao projeto Trabalho, Renda e Sustentabilidade no Campo, patrocinado pela Petrobras. O projeto busca fortalecer as experiências de agricultura Agroflorestal de base Agroecológica na Zona da Mata Sul de Pernambuco, além de ter um forte componente de agregação de valor à produção da agricultura familiar desse território, com a instalação de Unidades de Beneficiamento de frutas e de mel, para atender principalmente as compras institucionais via Programa de Aquisição de Alimentos - PAA e Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE, e o mercado turístico do território. Além de buscar fortalecer a estratégia de comercialização direta produtor/consumidor via Feiras Agroecológicas.

 
Cineclube Cine Sabiá 20:00



Dalva / de Francisca Marques e Fabricio Jabar/ Documentário / 30 min. / Bahia. Sinopse: O documentário foi realizado pela Associação Cultural do Samba de Roda Dalva Damiana de Freitas, através da seleção no Programa de Patrimônio Imaterial - PNPI do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN. Produção: Nestta Audiovisual e Laboratório de Etnomusicologia, Antropologia e Audiovisual - LEAA Recôncavo. Apoio: Associação dos Sambadores e Sambadeiras do Estado da Bahia.







As Sementes / Beto Novaes e Cleisson Vidal / Documentário/ 30 min. Rio de Janeiro. Sinopse: Dirigido pelo cineasta e economista Beto Novaes, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o documentário é um registro das trajetórias de vida de mulheres agricultoras que participam ativamente dos movimentos agroecológicos no Brasil e que se tornaram referências e/ou lideranças sociais e políticas em seus territórios. As Sementes é inspirado no livro Mulheres e Agroecologia: transformando o campo, as florestas e as pessoas, que surgiu a partir da tese de doutorado de sua autora, Emma Silliprandi.



30-10-2015
Cineclube Ciranda 18:30

Abuela Grilo / Animação/ 12 min./ Bolívia e Dinamarca. Sinopse: Animação é uma adaptação de um conto Ayoreo. A avó Grilo ao cantar, faz chover e semeia a terra.

Doña Ubenza / de Mariana Carrizo / Animação / 04 min. Sinopse: Doña Ubenza é a canção com que se fizeram a bandeira da mulher originária.



Cineclube Cine Orum Tupi 20:00

Mestres Livres / Resultado da Oficina UMBIGO/ Documentário/ 05 min./ Uruçuca – Bahia. Sinopse: Mestres Livres. Curta realizado na feira livre de Uruçuca. Resgata as histórias, lembranças e sambas do município de Uruçuca, contado por trabalhadores da feira livre. O filme é resultado da oficina de realização audiovisual oferecida pelo projeto UMBIGO. Com apoio do Instituto Arapyaú, Tabôa, prefeitura de Uruçuca e ACMUR. Realização ORUM TUPI.



Serra Negra/ Resultado da Oficina UMBIGO / Documentário / 05 min./ Uruçuca-Bahia. Sinopse: Esse vídeo foi resultado da Oficina de realização de áudio Visual, realizado no município de Serra Grande, pelo projeto Umbigo. O Curta registra as histórias e personalidades que carregam a ancestralidade afro-indígena presente no distrito. No processo discutimos algumas questões como; intolerância religiosa, o genocídio a juventude negra, a discriminação as culturas afro-indígena, e a necessidade de valorização e resgate da cultura tradicional; como o samba de roda, a capoeira e os cultos de matrizes africanas.


UMBIGO / de Cauê Rocha / Documentário / 52 min. / Bahia. Sinopse: Umbigo é nossa fonte ancestral, por onde nos alimentamos e crescemos. Umbigo é a ligação entre dois ou mais corpos. Cordão de memórias! Nesse cordão, um menino segue em busca das histórias e memórias de sua mãe. No caminhar, o espelho de uma família popularmente brasileira, rural e retirante. Juntos, buscam compor a trajetória de vida da mãe: seu nascimento, as andanças em retirada com as irmãs, os reencontros e a força adquirida ao se tornar a parteira-mãe Val. Um filme-reencontro entre mulheres, filhas, filho e famílias. Um reencontro com a força feminina. Um cordão de memórias que nos leva ao momento mais importante da vida: a hora de nascer.



31-10-15
Cineclube Ciranda 18:30
Território do Brincar / de David Reeks e Renata Meirelles / Documentário / 90 min. / São Paulo. Sinopse: Esta produção é fruto de um percurso de 21 meses de viagem por uma vasta geografia de gestos de crianças das mais diversas realidades brasileiras, para encontrar caminhos por dentro de todos nós. O longa metragem assume o brincar infantil como narrativa que sustenta uma história na íntegra. Os adultos ficam de fora das imagens desse filme, mas o espectador certamente se sentirá representado pelo potencial do brincar dessas crianças. Assumimos uma linguagem que não pretende ser didática ou ter a intenção de provocar discussões sobre o certo e o errado na educação, e confiamos na comunicação pela força sensível infantil. Este filme é parte de um projeto de pesquisa, registro e difusão que integra diferentes produções culturais. Uma realização que entende o cinema como uma excelente porta para enxergar a mudança que se quer ver.

Cineclube Cine do povo 20:00
Cine do Povo: Uma história de Luta/ Documentário / 19 min. / Bahia. Sinopse: O Cineclube Comunitário do Povo é uma organização que há mais de três anos atua nas periferias de Cachoeira-BA com a realização de ações permanentes centradas em uma política cultural comunitária, abrangendo instrumentos como cinema, educação popular, movimento Hip Hop, entre outros elementos culturais da juventude negra periférica. Atualmente o Cine é coordenado por jovens da Comunidade do Viradouro, um conselho fundador e articulado por uma rede ampla de artistas locais, militantes do movimento negro e lideranças comunitárias. O filme "Cine do Povo: Uma história de Luta" é sobre isso, nossa gente, nossa luta.



O Retorno da Terra Tupinambá / de Daniela Alarcon / Documentário / 25 min.
Sinopse: Há dez anos, os Tupinambá esperam a conclusão do processo de demarcação de sua terra. Nesse quadro, vêm realizando ações coletivas conhecidas como retomadas de terras, recuperando numerosas áreas no interior de seu território que estavam em posse de não-indígenas. Por essa razão, têm sido alvos de criminalização e ataques violentos, tanto por parte do Estado brasileiro, como por indivíduos e grupos contrários à garantia de seus direitos. Para contar essa história, reunimos depoimentos e sequências gravadas em maio de 2014 na aldeia Serra do Padeiro, na Terra Indígena Tupinambá de Olivença, sul da Bahia (Brasil), assim como imagens de arquivo. No filme, a história de expropriação e resistência dos Tupinambá é narrada segundo a perspectiva dos indígenas, para quem a terra pertence aos encantados, as entidades mais importantes de sua cosmologia.

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Aguardamos vocês.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Ciranda Infantil da IV Jornada

A Jornada de Agroecologia da Bahia tem incorporado em sua programação a organização, paralela ao evento, do que nos Movimentos Sociais se conhece como Ciranda.

 A Ciranda é um espaço dedicado às crianças, onde os Cirandeiros e Cirandeiras junto com elas, realizam atividades diversas, permitindo que mães e pais participem do evento sem muitas preocupações.
Buscando abordar junto às crianças os temas que na Jornada estarão sendo discutidos, a Ciranda torna-se um espaço que além de lúdico é educativo, possuidor de intencionalidade política, afinal, são estas crianças as guerreiras e guerreiros do amanhã, as sementes que crescerão junto com este “novo mundo” que estamos construindo.

 Baseada nas experiências anteriores, a Jornada de Agroecologia deste ano trará uma proposta de Ciranda distinta das edições passadas.
A Ciranda que está sendo construída possui programação definida, proporcionando um sequenciamento claro das atividades, coerentemente articulada com os objetivos gerais do espaço. Quanto às atividades estão previstas apresentações com grupos de arte, passeio pelo assentamento, brincadeiras tradicionais, criação de mamulengos, mística, cortejo etc.

Como dito antes, o conteúdo das atividades estará sempre dialogando com o Tema da nossa IV Jornada, Terra, Território e Poder, buscando se referenciar no cotidiano de luta dos Povos. Dessa forma, nesse espaço a reafirmação de uma cultura Afro-Indígena, camponesa, até o que ocasiona os conflitos de terra, são assuntos que a Ciranda da IV Jornada tomou como importante tratar, dialogando com os outros espaços da Jornada, demonstrando a importância do cuidado e carinho com nossas sementes, as Crianças.

 Para fortalecimento deste espaço, buscamos torná-lo ainda mais rico, pedindos aos participantes que, se puderem, contribuam com brinquedos diversos e livros infantis que resgatem preferencialmente a cultura afro-indígena.






Brincadeira de criança e papo construtivo, presente!!!!

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Lista de Oficinas para a IV Jornada

As Oficinas Práticas da IV Jornada de Agroecologia da Bahia acontecerão no dia 31 de outubro (sábado) pela tarde, entre as 14:00-17:30.
As inscrições vão ser realizadas no dia 29 de outobro na recepção do evento.
E para que estejam antenados sobre qual oficina fazer, disponibilizamos a lista de oficinas que teremos:

  1 - Compostagem Comunitária
Proposta: divulgar a compostagem de resíduos orgânicos com levitas termofílicas, tirando dúvidas e esclarecendo as formas de reciclagem dos orgânicos e esclarecer mais sobre a política Nacional dos resíduos sólidos.
Proponentes: Coletivo Esverdear, Bruna Freitas Rodrigues

  2 - Zines
Proposta: produzir em coletivo e distribuir zines artesanais que tenham a ver com as temáticas da Jornada (Terra, Território e Poder), além de conhecer a história e o conceito dos zines e da comunicação livre.
Proponentes: Mercado Sul Vive/Elo Cerrado, Keyane Dias, Nara Oliveira

  3 - Oficina de Ervas para os Ciclos Femininos
Proposta: despertar e resgatar a autonomia diante dos ciclos femininos (menstruação, gestação, parto, pós-parto e menopausa) através do reconhecimento e uso das ervas. Empoderar as mulheres para viver com qualidade e empoderamento cada momento dessas fases.
Proponentes: Mercadu Sul Vive/ Elo Cerrado, Mariana Almeida

  4 - Agricultura Sintrópica
Proposta: apresentar na prática a agricultura sintrópica sucessisonal, seus conceitos e métodos. Proponentes: Nacer/Elo Cerrado, Andrew, Paulo, Ricardo

  5 - Expressão corporal no território: presença, memória e culturas
Proposta: realizar uma aproximação à consciência corporal e ao uso de ferramentas expressivas do corpo em relação com o entorno cultural /socioambiental. Entendendo as possibilidades de ação política através da expressão corporal, gerar “materiais” estéticos (estéticos-políticos) à partir de tal expressão. Registrar como a pessoa transita na sua corporalidade a história pessoal e social- política, focando no individual, no coletivo intersubjetivo e na relação com o meio ambiente. Reconhecer os aspetos culturais e políticos do cotidiano e do extra cotidiano (ritual, cênico e nos espaços de manifestação política) na corporalidade. Considerando que as técnicas do corpo aportam novas experiências e perspectivas, explorar a Relação sujeito objeto e intersubjetiva no cotidiano dos trabalhos agrícolas. Gerar algum “material” a partir da experiência no formato desejado (vídeo, expressão plástica, performance).
 Proponentes: Equipe Antropologia do Corpo/Universidad de Buenos Aires e parceiros

  6 - Comunicação Popular - Direito Humano e Estratégia de Mobilização Social
Proposta: conceituar as noções básicas do que vem a ser a comunicação popular e como ela se apresenta de forma transversal nos diversos contextos sociais; Construir o entendimento da comunicação como um direito humano fundamental; Debater o papel da comunicação popular como estratégia de mobilização social; Discutir como a comunicação popular pode se inserir no debate político e a construção de políticas públicas para o campesinato pautadas na agroecologia. Proponentes: Centro de Assessoria do Assuruá/Articulação Semiárido Brasileiro, Rodrigo de Castro Dias

  7 - Criação de animais voltado para o bem estar animal
Proposta: mostrar que é possivel criar um rebanho de forma sustentável restringindo o uso de antibióticos e hôrmonios no manejo animal de forma que desestresse os animais e forneça um alimento sem riscos à saúde humana.
Proponentes: Instituto Federal de Sergipe, Pedriane Inacia Oliveira Costa , Any Jaqueline dos Santos, Kauane Santos Batista

  8 - Reutilização de papelão e saco de cimento
Proposta: construção de utilitários como caixinhas, banquinhos e ou brinquedos a partir da reutilização de matérias primas como papelão e saco de cimento.
Proponentes: Mercado Sul Vive / Tempo Eco Arte, Virgílio Mota Leite, Paloma Pereira Menino e Caroline Nóbrega de Oliveira

  9 - PANC na Gastronomia
Proposta: discutir sobre a importância das Plantas Alimentícias Não-Convencionais (PANC) para a alimentação humana, na perspectiva da segurança e soberania alimentar. Divulgar formas de preparo e uso das PANC para inserção destas na alimentação cotidiana.
Proponentes: Rede PANC – UFBA, Tereza Cristina de Oliveira e Oliveira (professora de Gastronomia da UFBA), Maíra Damião (estudante de Gastronomia da UFBA), Ana Paula Barbosa Santos Alves (bióloga e estudante de Gastronomia da UFBA)

  10 - Postais da Terra em uma ciranda biocomunicativa
Proposta: formar uma ciranda de troca de forma que o material circule entre os presentes na Jornada; Produção de postais com materiais reciclados e elementos naturais encontrados no território; Interação com espaço e natureza; Exposição dos postais em uma instação construida coletivamente; Provocar uma produção livre e fluida de comunicação independente dos padrões da mídia impressa. Proponentes: BabaYagas, Debora Melo e Eduarda Gama

  11 - Manejo Agroecológico de Cacau Cabruca
Proposta: visita à área demonstrativa de cacau cultivado no Sistema Cabruca, conhecer as práticas de planejamento, cultivo e manejo agroecológicas sendo pesquisado pelo Instituto Cabruca dentro do campo do Assentamento Terra Vista.
 Proponentes: Instituto Cabruca, Tarcísio

  12 - Produção de Chocolate Fino
Proposta: visita à Fábrica de Doce e Chocolate Fino do Assentamento Terra Vista e conhecer o processo de produção de chocolate e outros produtos.
 Proponentes: Equipe do Chocolate Fino Terra Vista, Roberta, Gil, Sálvio, Idelbrando

  13 - Como vender no PAA/PNAE
Proposta: aprender a vender ao governo através das politicas públicas do Programa de Alimentação e Programa Nacional de Alimentação Escolar, passo a passo.
 Proponentes: Instituto EcoBahia, Kaká

  14 - Arte Indígena com Argila
Proposta: conhecer e explorar a arte indígena com argila usando argila natural do Assentamento Terra Vista. A arte indígena é uma forma milenária de expressão e tecnologia.
 Proponentes: Associação AHIAV, Paulo Titiah

  15 - Capoeira de saia e calçolão
Proposta: facilitar uma vivência e prática de auto defesa, dança, jogos e canções de resistência e ancestralidade negra, afirmando uma conexão entre mulheres e a capoeira, construindo empoderamentos.
Proponentes: Coletiva afrodiasporica Otim, Annie Gonzaga

  16 - Oficina de confecção de tambor
Proposta: concluir o tambor construído na III Jornada de Agroecologia da Bahia, desta forma serão ensinadas técnicas de afinação e amarração.
Proponentes: Casa do Boneco, Tambores Oraniã

  17 - Oficina de estética Afro Brasileira
Proposta: Promover uma troca de experiência teórica e prática sobre a estética afrobrasileira tendo como viés o cabelo enquanto auto afirmação de identidade, atrelando às questões como vestuário e adereços. Traga seu próprio lenço para os turbantes e torços!
Proponentes: Casa do Boneco, Dani Jêje e Preta Ashanti

  18 - Ciranda da terra: cantos griô
Proposta: partilhar ritmos nordestinos de origem afro-indígenas a partir de vivências circulares de cantos e contos indígenas e africanos. Os ritmos a serem estudados serão a ciranda, o côco, o samba de roda e o ijexá. Propõe-se que, ao final da oficina seja realizada uma apresentação com os ritmos estudados no espaço cultural ou alvorada.
Proponentes: Mo Maiê, Quilombo Urbano-Alto da Sereia

  19 - Aplicativos móveis para o agricultor
 Proposta: uso do tablet para acesso e comunicação nos espaços rurais
Proponentes: Estudantes do curso di Informática do CEEP do Campo Milton Santos

  21 - Agitação e Propaganda
Proposta: A oficina tem por objetivo debater a utilização da agitação e propaganda como instrumento de propagação das lutas populares, se apropriando dos diversos mecanismos para construir meios de comunicação alternativos. Nesse sentido, esperamos que a oficina consolide, durante a Jornada, um grupo que cumpra a função de propagar e agitar as pautas e a mística revolucionária do evento e da luta dos povos do campo como um todo.  Proponente: Núcleo de Estudos e Práticas em Políticas Agrárias - NEPPA Oficineiros: Alana Lins, Diego Silva, Mariana Uchôa, Pollyana Fernandes, Luan Baraúna, Juliana Fonsêca, Caroline dos Santos.

  22 - Maracatu
Proposta: divulgar a cultura do maracatu como parte da cultura popular e tradicional nordestina.
Introduzir os toques básicos dos instrumentos do maracatu: alfaia, caixa, agbê, ganzá e gonguê. Realizar um cortejo com os participantes.
Proponentes: Bora Batucá, Naira Reinaga de Lima


Pensem, Reflitam e escolham a melhor opção para Você!
Aproveitando os conhecimentos que serão trocados durante o momento das oficinas.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

É chegada a hora, é chegado o momento!

Companheir@s,

A IV Jornada de Agroecologia se aproxima, estamos há exatos nove dias de sua realização! Com o tema: Terra, Território e Poder, nós divulgamos a programção com alguns ajustes realizados durante a 3ª reunião de planejamento que proporciona uma melhor metodologia e inserção dos debates em rodas de diálogo assegurando encaminhamentos que possam somar na luta dos Povos da Teia dos Povos e dos movimentos parceiros e amigos.



 Além da programação fechada disponibilizamos também os eixos que serão debatidos nas rodas de diálogos que terão dois momentos na programação para melhor aproveitamento do diálogo e a construção de políticas que poderão ser pautadas pela Teia dos Povos.




Ainda sobre a programação da Jornada, teremos em paralelo acontecendo no Colégio Estadual de Educação Profissional do Campo Milton Santos uma feira escolar sobre o curso de agroecologia tendo como pauta os surgimentos das primeiras ideias da agricultura de bases ecológicas, movimentos sociais, transição agroecológica, agroecologia como ciência, embasados na temática da Jornada com o tripé da Terra, do Território e do Poder.




Na nossa programação do dia 30 de outubro, sexta-feira, teremos também o lançamento do filme Umbigo, que conta a história de Valdeci Santana, uma parteira tradicional que teremos a honra de receber e homenagear com esse momento num diálogo sobre mulheres e as questões de gênero!

Estamos esperando e contando com a presença dxs companheir@s na realização da nossa Jornada para o fortalecimento da organização do Povo.



Diga ao povo que avance... e AVANÇAREMOS!!!

terça-feira, 29 de setembro de 2015

XV CAMINHADA INDÍGENA TUPINAMBÁ DE OLIVENÇA



No dia 27 de setembro aconteceu a XV CAMINHADA INDÍGENA TUPINAMBÁ DE OLIVENÇA em Memória aos Mártires do Massacre do Rio Cururupe e à Caboclo Marcelino.
Jovens compareceram e registraram o ato

A caminhada començou na Praça de Olivença, em frente da Igreja de Nossa Senhora da Escada as 8:30 da manhã. Contou com a presença de mais de 500 pessoas, incluindo representantes da Teia dos Povos, representantes do Forum Ampliado de Educação Escolar Indígena, estudantes da UESC e outros apoiadores da luta do Povo Tupinambá. Os participantes percorreram os 6km numa faixa da BA-001 em direção à Ilheus até as margens do Rio Cururupe onde aconteceu o Massacre do Caboclo Marcelino nos anos 1930's na época da construção do Ponte sobre Rio Cururupe. Chegando no Rio Cururupe, guerreiros do Povo Tupinambá de Olivença realizou um ritual. Depois, todos os participantes reuniu num grande círculo para ouvir as palavras dos Caciques, anciãs e lideranças presentes no ato. Foram tratados os temas da juventude, a identidade Tupinambá, o meio ambiente, e a luta continua para a demarcação do territorio Tupinambá.

Cacique Ramon e Jacarandá no Encerramento da Caminhada


Cacique Ramon da Aldeia Tukum na suas palavras explicou que "hoje lutamos para nossa permanencia, resistência, fortalecimento de nossa processo de cultura e rituais, e também a garantia de nossa vivência dentro de nosso território. Somos um povo rico, temos uma mata que esta sendo destruida a cada dia através destas mineradoras, grandes agentes que vem e interferem dentro de nossos territorios, acabando com nossas nascentes, nossa água. Isto a pesar de que estamos numa instância hidro-mineral na beira mar, um lugar único no mundo, não existe outra. Nós estamos lutando justamente para que tenha esta permanência, para que não acabe nossa Mata Atlântica, nossos manguezais, o nosso mar- que também esta sendo vendido...E isso não se trata só da nossa saúde, trata da saúde de todo o povo brasileiro, de nossa sociedade olivence, que vai utilizar destas áreas futuramente, destas aguas, destas matas para ter uma qualidade de vida melhor. Queremos a sobrevivência e permanência de nosso povo Tupinambá de Olivença."

A Caminhada foi o encerramento do VII SEMINÁRIO INTERNACIONAL ÍNDIO CABOCLO MARCELINO, com o tema: HISTÓRIAS, CULTURAS E LUTAS DOS POVOS INDÍGENAS DO BRASIL E AMÉRICA LATINA , que aconteceu nos dias 23 a 26 de setembro. Para mais informação sobre o Seminário, veja aqui: http://seminariocaboclomarcelino.blogspot.com.br/

Divulgando a IV Jornada de Agroecologia da Bahia
Um anciã da Aldeia Tukum quem era pequeno na época do Cabloco Marcelino

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Tupinambá já pisou no chão
Tupinambá já pisou sem medo
Tupinambá já entrou na mata
Tupinambá foi buscar rochedo


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