A plenária da noite de sábado, 14, iniciou com a consagração e a dança do toré puxada pelos indígenas Pataxó Rã Rã Rãe. Em seguida, TC Silva, da Casa de Cultura Tainã, homenageou Joelson Ferreira (Terra Vista) e o cacique pataxó Nailtom com mudas de baobá, árvore africana que é símbolo da Rede Mocambos e instrumento do projeto Rota dos Baobás, que leva mudas e trabalha a comunicação livre em comunidades quilombolas. Com toda a plenária, TC puxou em coro o canto africano: “Tô voltando pra casa com um pé de baobá, tô voltando pra casa com um baobá”.
“O baobá é um dos símbolos internacionais da resistência e da união dos povos. Vamos plantar baobá pra marcar nosso território”, comentou Jorge Rasta, da Casa dos Bonecos. Em agradecimento, o cacique pataxó Nailtom chamou atenção para o cuidados com as florestas, em especial a Amazônia, e com a educação ecológica das crianças. Citou também as ameaças que as lideranças de resistência, como indígenas, assentados e quilombolas, têm sofrido. “Eles querem ver a gente cair, mas já foi descoberto que com união ninguém derruba a gente não. Vocês jovens são nossos guerreiros de amanhã”.
A indígena Pataxó Rã Rã Rãe Dona Maria comentou a importância da organização entre os movimentos de luta e da firmeza que a militância precisa manter diante das ameaças: “O abraço apertado é uma fortaleza. Nós pequenos é quem temos que nos organizar e se preparar para um caminhar firme. Essa luta é de todos nós. Esse assentamento aqui, por exemplo, é de todos vocês. Sabemos que os guerreiros sempre são mal vistos, mas a luta é assim”. Depois, puxou um canto indígena de força para espantar as más energias e chamar a paz para a II Jornada de Agroecologia da Bahia.
Iniciando as falas da mesa da Plenária, a estudante Fernanda, do Núcleo de Estudos e Práticas em Políticas Agrárias, focou em sua fala as práticas agroecológicas realizadas pelos camponeses e lembrou a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida, puxada pela Via Campesina. Citou também a opressão sofrida pelas mulheres no agronegócio, que, segundo ela, condiciona a divisão de gênero do trabalho: “Espero que nosso exército cresça e leve a agroecologia para as universidades, para as escolas públicas e privadas”.
Dayane, do Grupo de Ação Interdisciplinar em Agroecologia (Gaia), comentou sobre a formação do grupo, que surgiu como inicativa de estudantes da Universidade Federal do Recôncavo Baiano. “Nossa universidade, como todas, carrega as suas contradições. Percebendo que ela não estava servindo ao povo, a gente se uniu pra tentar levar pra universidade um debate além do que eles passam pra gente. Nós nos negamos a ser profissionais que reafirmam a política de opressão contra o povo do campo”.
O mediador da mesa, Diego Cogu, do NEPPA, comentou: “A agroecologia é uma questão de vida ou morte, ou a gente entra pra ela e constrói um novo modelo de desenvolvimento ou não haverá humanidade daqui a alguns anos”. Calango, do Movimento de Luta pela Terra (MLT), falou um pouco sobre a história do movimento, que surgiu na região cacaueira de Itabuna, e também defendeu a agroecologia como ferramenta para auxiliar as futuras gerações: “Nosso movimento busca se refazer sabendo que sem agroecologia e sem o desenvolvimento sustentável não haverá avanço na reforma agrária de forma qualitativa, que é como a gente quer”.
A última fala da Plenária de sábado começou simples e direta: “Quero dizer pra vocês que eu sou preto, mas sou livre”, exaltou Elder, do Ecobahia. Que seguiu com uma forte crítica ao Estado e às universidades que ignoram ações coletivas e sociais, principalmente na área de Agroecologia. “Não cabe mais no mundo de hoje as conquistas individuais. As conquistas individuais não mudam o mundo. Vocês que estão na academia tem que pensar nisso”.
Elder, assim como várias falas da mesa, também lembrou a resistência do Cacique Babau, que luta há anos pela retomada de terras dos indígenas tupinambá, mesmo sofrendo opressão do Estado e dos fazendeiros latinfundiários. “Nós todos temos falhas e problemas, mas nosso maior problema é ajoelhar e cruzar os braços", finalizou Elder.
sábado, 14 de dezembro de 2013
Manual de Certificação Orgânica
A Associação Certificadora de Áreas, Defesa do Meio Ambiente e Produtores Orgânicos da Bahia (ACPOBA) realizou durante a II Jornada a
Oficina de Certificação Participativa para produtos da Agricultura Familiar, mediada pelo presidente da associação, Edilson Silva.
Como forma de contribuir ainda mais para as articulações, a ACPOBA disponibilizou o Manual de Certificação, com "normas e procedimentos para o padrão de qualidade orgânico. Compartilhem!
Como forma de contribuir ainda mais para as articulações, a ACPOBA disponibilizou o Manual de Certificação, com "normas e procedimentos para o padrão de qualidade orgânico. Compartilhem!
Clique aqui e acesse o Manual.
Para saber mais sobre a ACPOBA, acesse: acpobaorganico.blogspot.com.br.
Plenárias reúnem pautas e discussões sobre agroecologia e movimentos sociais
As discussões coletivas da II Jornada de Agroecologia da Bahia iniciaram no primeiro dia do evento, quinta-feira (12), com as salas de diálogo temáticas. A partir dos encaminhamentos e das reuniões diárias entre os participantes, as discussões seguem e se consolidam nas plenárias, realizadas pela manhã e nos fins de tarde de cada dia da jornada. É um momento de ouvir e compartilhar ideias e pensamentos para o fortalecimento das redes entre os povos e grupos que lutam e constroem um novo modo de desenvolvimento: sustentável, coletivo, colaborativo, solidário, agroecológico, autônomo e livre.
Antes das plenárias,os cortejos, cirandas, danças circulares e torés da etnia indígena Pataxó Rã Rã Rãe abrem o caminho e limpam as energias para o prosseguimento da troca de saberes que emana nas discussões. A plenária da tarde de sexta-feira, 13, trouxe para a II Jornada a importância da apropriação popular sobre os meios de comunicação e tecnologias sociais, entendo a ligação direta da comunicação com a agroecologia e com a luta pela terra. Abaixo, algumas das falas que marcaram a mesa da plenária de sexta-feira.
A estudante de agronomia Quênia Barreto, do Grupo de Ação Interdisciplinar em Agroecologia (GAIA – UFRB), destacou a formação da Brigada de Audiovisual/Comunicação, que desde a I Jornada trabalha para divulgar as ações realizadas pelo evento e pela Teia Agroecológica dos Povos da Cabruca e da Mata Atlântica. “Queremos levar o que acontece aqui para o mundo, sempre pensando na união e na elevação dos saberes trocados. E quem quiser, pode vir se integrar à Brigada também”.
A fala de TC Silva, da Rede Mocambos/Casa de Cultura Tainã, levantou os ânimos ao elevar a apropriação do conteúdo e do controle da comunicação como estratégia política de resistência. “Assim como o assentamento é um território livre, devemos também construir nossos territórios livres no meio digital. A terra, a água e a comunicação são os principais alvos do dominador. Precisamos ficar atentos com a colonização que ainda resta em nós, para sabermos como nos libertar”.
Jô Machado, da Casa de Economia Solidária de Serra Grande, trouxe para a roda uma das bases da Economia Solidária, que é a formação das redes como espaços de troca e disseminação das ações coletivas que resistem à dominação dos meios de produção capitalistas: “A economia solidária é inclusiva e participativa, ela melhora o empoderamento e fortalece os 'pequenos'. 90% da população brasileira é considerada pobre. Devemos pensar nos motivos que nos levaram a deixar se dominar por esses 10%”.
“Nós chegamos num estágio do poder capitalista onde não cabe mais reforma”. É com essa fala que Joelson Ferreira, do Assentamento Terra Vista (MST), chamou a atenção para algumas ações que, segundo ele, devem ser executadas pelos movimentos que lutam pela liberdade e pela terra. “Não podemos pensar no voto como poder popular. Temos que construir nossas forças de defesa, conectar ainda mais as pequenas ações e unificar os projetos para romper com o latifúndio da educação”. Lembrou ainda a importância de aprender com a floresta, dando o exemplo dos catitu, porco da mata que, por andar em bando, sobrevive à dominação das onças. “Temos que ocupar, produzir, resistir e educar. Não há outro caminho”, finalizou Joelson.
Durante a plenária, o Mestre Lua de Santanas foi homenageado pelo Assentamento, em agradecimento à sua contribuição à Jornada e à construção do forno de barro em bioconstrução, que mobilizou mutirões de trabalho durante toda a semana. A fala do Mestre veio com um corrido de capoeira, que saudou as mães das Oxum e Iemanjá, destacando a importância da conservação das nossas águas: “Chamo Mamãe Oxum, chamo Mãe Iemanjá. Uma que mora na beira do rio e a outra que mora no fundo do mar.
Antes das plenárias,os cortejos, cirandas, danças circulares e torés da etnia indígena Pataxó Rã Rã Rãe abrem o caminho e limpam as energias para o prosseguimento da troca de saberes que emana nas discussões. A plenária da tarde de sexta-feira, 13, trouxe para a II Jornada a importância da apropriação popular sobre os meios de comunicação e tecnologias sociais, entendo a ligação direta da comunicação com a agroecologia e com a luta pela terra. Abaixo, algumas das falas que marcaram a mesa da plenária de sexta-feira.
A estudante de agronomia Quênia Barreto, do Grupo de Ação Interdisciplinar em Agroecologia (GAIA – UFRB), destacou a formação da Brigada de Audiovisual/Comunicação, que desde a I Jornada trabalha para divulgar as ações realizadas pelo evento e pela Teia Agroecológica dos Povos da Cabruca e da Mata Atlântica. “Queremos levar o que acontece aqui para o mundo, sempre pensando na união e na elevação dos saberes trocados. E quem quiser, pode vir se integrar à Brigada também”.
A fala de TC Silva, da Rede Mocambos/Casa de Cultura Tainã, levantou os ânimos ao elevar a apropriação do conteúdo e do controle da comunicação como estratégia política de resistência. “Assim como o assentamento é um território livre, devemos também construir nossos territórios livres no meio digital. A terra, a água e a comunicação são os principais alvos do dominador. Precisamos ficar atentos com a colonização que ainda resta em nós, para sabermos como nos libertar”.
Jô Machado, da Casa de Economia Solidária de Serra Grande, trouxe para a roda uma das bases da Economia Solidária, que é a formação das redes como espaços de troca e disseminação das ações coletivas que resistem à dominação dos meios de produção capitalistas: “A economia solidária é inclusiva e participativa, ela melhora o empoderamento e fortalece os 'pequenos'. 90% da população brasileira é considerada pobre. Devemos pensar nos motivos que nos levaram a deixar se dominar por esses 10%”.
“Nós chegamos num estágio do poder capitalista onde não cabe mais reforma”. É com essa fala que Joelson Ferreira, do Assentamento Terra Vista (MST), chamou a atenção para algumas ações que, segundo ele, devem ser executadas pelos movimentos que lutam pela liberdade e pela terra. “Não podemos pensar no voto como poder popular. Temos que construir nossas forças de defesa, conectar ainda mais as pequenas ações e unificar os projetos para romper com o latifúndio da educação”. Lembrou ainda a importância de aprender com a floresta, dando o exemplo dos catitu, porco da mata que, por andar em bando, sobrevive à dominação das onças. “Temos que ocupar, produzir, resistir e educar. Não há outro caminho”, finalizou Joelson.
Durante a plenária, o Mestre Lua de Santanas foi homenageado pelo Assentamento, em agradecimento à sua contribuição à Jornada e à construção do forno de barro em bioconstrução, que mobilizou mutirões de trabalho durante toda a semana. A fala do Mestre veio com um corrido de capoeira, que saudou as mães das Oxum e Iemanjá, destacando a importância da conservação das nossas águas: “Chamo Mamãe Oxum, chamo Mãe Iemanjá. Uma que mora na beira do rio e a outra que mora no fundo do mar.
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Salas de conversa marcam o 1º dia da II Jornada de Agroecologia
A quinta-feira, dia 12, deu início à II Jornada de Agroecologia da Bahia, permeada de rodas de conversa entre os participantes. Os grupos se reuniram durante a manhã e a tarde, com o objetivo de gerar encaminhamentos e fortalecer a articulação entre os povos presentes e a Teia de Agroecologia.
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Sala Economia Solidária, fomento de produtos agroecológicos e organização em rede
Contribuições sobre experiências de Rosa Penzza (Instituto Jupará) e Casa da Economia Solidária (Serra Grande).
Sala Educação do Campo e Agroecologia, com a facilitação José Carlos Evangelista. Contribuição: Casa do Boneco, CEEP Milton Santos, NEPPA.
Sala Sagrado Feminino. Discussões e pautas sobre partejar, ervas sagradas, atuação política e social da mulher, dificuldades e Teia. Facilitação: Ludimila (Casa Púrpura) + Elo TEIA.
Contribuição: Heloísa, mestras indígenas, GAIA, Encanto da Sereia.
Sala "Terra Pra Quê?". Facilitação NEPPA.
Contribuições: GAIA.
Sala Segurança Alimentar (PAA, PNAE). Facilitação: Ecobahia (Xixa e kaká) e Diego (NEPPA).Contribuição com experiências: CETA PAA Jovem.
Chamadas para a II Jornada
Chamada gravada com as crianças do Assentamento Terra Vista, durante o ensaio de maculelê e dança afro.
Vídeo-Convite para a II Jornada, feito com a Teia Agroecológica dos Povos da Cabruca e da Mata Atlântica.
Conheça o Assentamento Terra Vista
Desde a sua primeira edição, realizada em 2012, a Jornada de Agroecologia da Bahia escolheu o Assentamento Terra Vista, em Arataca, como sede. Fruto da luta pela reforma agrária do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Assentamento foi fundado oficialmente em 1994, mas a ocupação da terra, que fica às margens da BR 101, iniciou em 8 de março de 1992, como homenagem ao Dia Internacional das Mulheres.
Com 913,6 hectares e 55 famílias assentadas atualmente, o Terra Vista é referência em preservação ambiental, agroecologia e produção de mudas de espécies da Mata Atlântica, como Jacarandá, Ipê Amarelo, Pau-Brasil, Jatobá e Cedro. Desde o início da ocupação, foram recuperados 90% da mata ciliar do Rio Aliança, que passa pelo assentamento, além da manutenção de 34% da reserva legal da área, que fica no entorno da Unidade de Conservação do Parque Nacional Serra das Lontras.
O Terra Vista possui psicultura, cultivo de frutíferas e hortaliças, reconhecidas como Produção Orgânica pelo IBD Certificações, e um viveiro que produz 150 mil mudas por ano. É também referência na produção de cacau orgânico. Conversando com os assentados, é fácil escutar histórias de luta, autonomia e fé. Seu Edvaldo, assentado desde 1995, é um dos agricultores que aprenderam a cultivar orgânicos e vivem unicamente do que é produzido no Terra Vista:
Odete Silva de Jesus, conhecida como Dona Dete, é uma das assentadas e militantes mais antigas da agrovila do Terra Vista. De Ilhéus, a convite da irmã deixou o trabalho de lavadeira e faxineira, em 1993, para trabalhar no campo e criar os filhos e netos no assentamento. Hoje, aos 63 anos, relembra as dificuldades e se alegra pelas batalhas vencidas:
Além do trabalho no campo, o Terra Vista tem a Educação como foco de transformação socioambiental. Lá, funcionam dois centros educacionais com cursos do ensino fundamental, profissionalizantes e de nível superior, inclusive pós-graduação na área de Agroecologia. Mais de 800 pessoas, entre assentados, comunidade de Arataca e de outras regiões estudam no Centro Integrado de Educação Florestan Fernandes e no Centro Estadual de Educação Profissional no Campo Milton Santos.
No vídeo abaixo, assentados contam histórias sobre a formação do Assentamento Terra Vista:
Com 913,6 hectares e 55 famílias assentadas atualmente, o Terra Vista é referência em preservação ambiental, agroecologia e produção de mudas de espécies da Mata Atlântica, como Jacarandá, Ipê Amarelo, Pau-Brasil, Jatobá e Cedro. Desde o início da ocupação, foram recuperados 90% da mata ciliar do Rio Aliança, que passa pelo assentamento, além da manutenção de 34% da reserva legal da área, que fica no entorno da Unidade de Conservação do Parque Nacional Serra das Lontras.
O Terra Vista possui psicultura, cultivo de frutíferas e hortaliças, reconhecidas como Produção Orgânica pelo IBD Certificações, e um viveiro que produz 150 mil mudas por ano. É também referência na produção de cacau orgânico. Conversando com os assentados, é fácil escutar histórias de luta, autonomia e fé. Seu Edvaldo, assentado desde 1995, é um dos agricultores que aprenderam a cultivar orgânicos e vivem unicamente do que é produzido no Terra Vista:
“Quando cheguei em 1995 isso aqui era horrível, eu mesmo fiquei duvidoso. Mas quem chama Deus não cansa. Deixei o patrão e a fazenda que eu trabalhava e vim pra cá. Como é um assentamento construído com luta, optamos por confiar nos orgânicos. Foi aqui que aprendi a plantar assim. Crio meus filhos e meus seis netos no assentamento. Isso aqui é lugar pra viver”.
| Seu Edvaldo durante a II Jornada |
Odete Silva de Jesus, conhecida como Dona Dete, é uma das assentadas e militantes mais antigas da agrovila do Terra Vista. De Ilhéus, a convite da irmã deixou o trabalho de lavadeira e faxineira, em 1993, para trabalhar no campo e criar os filhos e netos no assentamento. Hoje, aos 63 anos, relembra as dificuldades e se alegra pelas batalhas vencidas:
"Peguei minhas roupas e minhas panelas e vim morar aqui, quando ainda era tudo mata. Passamos muito dificuldade pra chegar onde chegamos. Teve época que a gente só tinha jaca verde pra comer, além dos cinco despejos que a gente já recebeu. Muitos desistiram, mas outros ficaram e hoje temos toda essa riqueza. O ar livre das árvores e dos passarinhos é o meu remédio. Só saio daqui quando eu morrer mesmo."
| Dona Dete na varanda de casa |
Além do trabalho no campo, o Terra Vista tem a Educação como foco de transformação socioambiental. Lá, funcionam dois centros educacionais com cursos do ensino fundamental, profissionalizantes e de nível superior, inclusive pós-graduação na área de Agroecologia. Mais de 800 pessoas, entre assentados, comunidade de Arataca e de outras regiões estudam no Centro Integrado de Educação Florestan Fernandes e no Centro Estadual de Educação Profissional no Campo Milton Santos.
Terra Vista em meados dos anos 2000:
Terra Vista atualmente, após as práticas, cultivos e manejos de Agroecologia:
No vídeo abaixo, assentados contam histórias sobre a formação do Assentamento Terra Vista:
Saiba mais:
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Programação da II Jornada de Agroecologia da Bahia
Salas de conversa para debater alguns temas levantadas neste processo de construção relâmpago.
Sala 1 – Projeto Célula: oficina de apresentação de dados Projeto Território Litoral Sul
Facilitação: Allan – Instituto Cabruca
Público: representantes do Território Litoral Sul e interessados;
Sala 2 – Sala Terra/Território para quê
Facilitação NEPPA
Contribuições: GAIA
Sala 3 – Economia Solidária, fomento de produtos agroecológicos e organização em rede
Facilitação: a decidir
Contribuições sobre experiências: Rosa Penzza (Instituto Jupará) e Casa da Economia Solidária (Serra Grande);
Sala 4 – Segurança Alimentar (PAA, PNAE)
Facilitação: Ecobahia (Xixa e kaká) E Diego (NEPPA)
Contribuição com experiências: CETA PAA Jovem
obs: esta mesa é um preparativo para oficina prática de elaboração de projetos PAA e PNAE que tmb será mediada pelo Ecobahia
Sala 5 – Sagrado Feminino – pauta das mulheres de partejar, ervas sagradas, mulher, atuação da mulher, dificuldades e teia;
Facilitação: Ludimila (Casa Púrpura) + outro elo TEIA
Contribuição: Heloísa, Mestras indígenas, GAIA, Encanto da Sereia
Sala 6 - Educação do Campo e Agroecologia
Facilitador: José Carlos Evangelista
Contribuição: Casa do Boneco; CEEP Milton Santos, NEPPA
Sala 7 – TEIA e Lideranças – lideranças de povos, movimentos e segmentos instituições que compõem a TEIA e lideranças convidadas (1 representante de cada grupo, segmento, movimento ou povo).
Facilitação: Claudio Lyrio - Instituto Cabruca
Contribuição: Casa do Boneco, NEPPA
Oficinas - 13 e 14 de dezembro
1. Construindo o Solo - Hermano Penalva
2. Recuperação em Área degradada e Poda alta em Sistemas Agroflorestais Rodrigo Alberto Lopes NEAP/UFG- Eduardo Correia/Ecobahia
3. Bioconstrução com super adobe - Danilo Ferreira Rezende - NEAP/UFG
4. Biossistemas de tratamento de esgoto - Paulo Roberto da Silva Gonzaga - NEAP/UFG
5. Coleta de água da chuva. Bioconstrução de Ferrocimento - Murillo Georgio Pereira - NEAP/UFG
6. Construção e Implantação de viveiro – Assentamento Terra Vista / MST
7. Cacau: da Produção ao Beneficiamento - Assentamento Terra Vista / MST
8. Saberes Indígenas: Cremes, Tinturas e Aromáticos - Tribo Pataxo – Pau Brasil
9. Defensivos Biológicos e Biofertilizantes – Assentamento Terra Vista / MST
10. Biofertilizantes e Controle de Pragas Assentamento Terra Vista / MST
11. Produção de tapetes Assentamento Terra Vista / MST
12. Bioconstrução: filtro de água – Oca da Minhoca/Mestre Lua
13. Manejo Agroecológico do Cacau – Instituto Cabruca
14. Qualidade do Cacau Fino – Instituto Cabruca
15. Oficina de PAA e PNAE - Instituto Ecobahia
16. Coleta dos resíduos JORNADA e Compostagem – CEEP Milton Santos
17. Oficina de Defumados - CEEP Milton Santos
18. Calda Agroecólogico – CEEP Milton Santos
19. Reciclagem - CEEP Milton Santos
20. Produção de Doces - CEEP Milton Santos
21. Agitação e Propaganda - NEPPA
22. Construção de Biodigestor – EAC Margarida Alves
23. Dança Popular – Encanto da Sereia
24. Reutilização de PNEUS (móveis) – Ecobahia com convidado Artur
25. Oficina Cultura Afro: estética, dança e diálogos – Casa do Boneco
26. Canto e Danças Circulares: Heloísa (9h às 12h – Dia 13)
27.Graffiti e Stencil - Leo Pessoa
28. Teatro e Maquiagem – Camila Santana – Dia 12 de dezembro
29. Sabão Ecológico - Mestra Socorro / Ilhéus
30. Oficina de Certificação Participativa para produtos da Agricultura Família - Edilson Silva / OCPOBA
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